Isenção de Imposto de Renda: Contaminação por radiação
A contaminação por radiação está prevista na Lei 7.713/1988 entre as hipóteses que autorizam a isenção de Imposto de Renda sobre proventos de aposentadoria, reforma e pensão.
Quem pode pleitear
- Aposentados do INSS e de regimes próprios de previdência.
- Militares reformados.
- Pensionistas.
Em todos os casos, o requisito é ser portador de moléstia grave prevista em lei, comprovada por laudo médico. A isenção alcança os proventos de aposentadoria, reforma e pensão — não a totalidade dos rendimentos da pessoa.
Base legal
- Lei 7.713/1988, art. 6º, XIV
- Lei 8.541/1992, art. 47
- Súmula 598 do STJ
Como nas demais hipóteses, a comprovação se dá por laudo médico oficial que ateste a condição e a data em que foi diagnosticada.
Documentação e enquadramento
- O laudo deve indicar a contaminação por radiação e a data do diagnóstico.
- Documentos do episódio de exposição, quando existirem, apoiam a análise.
- A isenção alcança proventos de aposentadoria, reforma e pensão.
A comprovação é feita por laudo médico emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, conforme as exigências da legislação e da administração tributária.
O que o laudo precisa demonstrar neste caso
- Identificação da contaminação por radiação e das repercussões clínicas verificadas.
- Referência, quando existir, ao episódio de exposição e à sua documentação.
- Identificação do beneficiário dos proventos, conforme o cadastro da fonte pagadora.
- Data do diagnóstico — é ela que baliza o período que pode ser discutido.
- Identificação e assinatura do serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.
A legislação não fixa prazo de validade para o laudo. O que costuma ser determinante é a data do diagnóstico nele registrada, porque é ela que baliza o período de retenções que pode ser discutido.
Doença controlada ou em remissão: o que muda
Efeitos que se manifestam tardiamente são característicos desta hipótese. A Súmula 598 do STJ dispensa a demonstração da contemporaneidade dos sintomas.
Erros de documentação que costumam travar o pedido
- Ausência de documento que registre o episódio de exposição, quando ele existiu.
- Laudo que descreve a consequência clínica sem vinculá-la à contaminação por radiação.
- Falta da data do diagnóstico.
O procedimento também varia conforme quem paga os proventos. Veja o que cada fonte pagadora exige.
Como é o procedimento
- 1Reunião dos documentos: laudo médico, comprovantes de proventos e declarações de rendimentos.
- 2Análise documental do enquadramento na hipótese legal.
- 3Pedido administrativo junto à fonte pagadora e à administração tributária.
- 4Se necessário, discussão pela via própria.
Cada etapa depende dos documentos e das circunstâncias do caso. A análise é sempre individual, e não há prazo nem resultado garantido.
Perguntas frequentes
- Exposição ocupacional conta?
- O que a lei prevê é a contaminação por radiação atestada em laudo médico oficial. Documentos do vínculo e da exposição instruem a análise.
- Preciso de documento do acidente?
- Quando existir, ele apoia a análise. A base da comprovação continua sendo o laudo do serviço médico oficial.
- A isenção vale para todos os rendimentos?
- Não. A previsão legal alcança proventos de aposentadoria, reforma e pensão.
- É preciso estar com a doença ativa?
- A Súmula 598 do STJ dispensa a demonstração da contemporaneidade dos sintomas e da recidiva da enfermidade.
- Quem trabalha e também é aposentado tem direito?
- A isenção incide sobre os proventos. O salário de quem segue em atividade continua tributado.
- Existe valor fixo de restituição?
- Não. O que foi retido no passado depende dos documentos de cada caso e dos prazos legais.
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